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Literaturas de Autoria Feminina em Língua Portuguesa, entre África e Brasil

Panorama Atual das Literaturas de Autoria Feminina em Língua Portuguesa, entre África e Brasil.

Mesa Redonda Panorama Atual das Literaturas

 

Propostas

Mesa 1 – Prof. Lilian Barbosa (professora efetiva de Teoria da Literatura e de Literatura Espanhola e Hispano-Americana da Universidade de Pernambuco)
PROPOSTA: Do Lirismo ao Erotismo, entre África e Portugal: Ana Paula Tavares e Maria Teresa Horta.
RESUMO: A exposição em questão pretende realizar uma leitura analítica da temática feminina nas obras poéticas da angolana Ana Paula Tavares e da portuguesa Maria Teresa Horta. Dentre as características de que iremos tratar, valorizaremos, em especial, a sensualidade e o erotismo. Trataremos de assuntos ligados a tais temáticas, bem como à problematização do fato de as duas serem mulheres produzindo literatura em um universo majoritariamente masculino. Ana Paula Tavares e Maria Teresa Horta são duas vozes das mais significativas da cultura literária de língua portuguesa contemporânea; suas escritas possuem uma linguagem sutil e ao mesmo tempo forte. As metáforas revelam e escondem, num jogo pleno e bem delineado entre significado e significante, as percepções eróticas do feminino em África e em Portugal. Os poemas das escritoras falam da mulher e do universo feminino, mostrando uma existência que, em alguns momentos, é dolorosa e, noutros, é erótica e forte. Ao afastar-se do óbvio – para tratar dos temas de modo aberto e despido de preconceitos -, as duas não procuram espaços, simplesmente o tomam para si. A força poética da escritura converte as obras em uma poesia única, ao mesmo tempo que universal em língua portuguesa, pois ao tratar de uma mulher especifica e de uma cultura marcada pelo sexismo (angolana em Paula Tavares e portuguesa em Teresa Horta), encontra ressonância em mulheres de todas as partes.
Mesa 2 – Prof. Nefatalin Gonçalves Neto (professor efetivo de Língua e Literatura Latina e de Literatura Portuguesa da Universidade Federal Rural de Pernambuco / Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Literatura Portuguesa pela USP)
PROPOSTA: Entre Cravos e grades: apontamentos sobre o feminino na literatura portuguesa pós Revolução de Abril.
RESUMO: Desde o que se compreende como o surgimento da sociedade portuguesa até 1974, a mulher é relegada, com raras exceções, como voz subserviente. Com a democratização surgida por conta da Revolução dos Cravos, ela passa a ter voz e vez em diversos espaços sociais, dentre eles, a literatura. Diante disso, a nossa proposta de trabalho será pautada em pensar qual percurso essa mulher realiza – enquanto personagem de romances de autoria femininas (Lídia Jorge e Dulce Maria Cardoso), contrapondo a essa a visão que os escritores coetâneos (José Saramago e Almeida Faria) têm a respeito da construção dessa autoria (feminina). Para tal, nos pautaremos em alguns excertos dos romances A costa dos murmúrios (Lídia Jorge), Os meus sentimentos (Dulce Maria Cardoso),Memorial do convento (José Saramago) e da tetralogia lusitana (Almeida Faria). Nosso intuito é o de averiguar o que foi conquistado pela voz feminina até então e quais são os percalços ainda enfrentados por essas mulheres.

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